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“For twenty five centuries Western knowledge tried to look upon the world; it failed to understand that the world is not for beholding. It is for hearing; it is not legible but audible.” — Jacques Attali, Noise, 1976

O Centro Interuniversitário de História das Ciências e Tecnologia e a CSF Workshop convidam alunos, investigadores e docentes da FCT e outras faculdades, para 4 dias de discussão interdisciplinar, práticas de campo e produção artística a partir dos ambientes sonoros do Campus da FCT. Temos por objectivo não só proporcionar esta exploração diferente do nosso campus através do som, como suscitar uma discussão mais alargada em torno do espaço acústico, enquanto fenómeno que nos permite reflectir sobre a nossa relação com o ambiente que nos envolve e as transformações históricas a que está sujeito.

A oficina conta com um dia de colóquio de natureza interdisciplinar, onde serão apresentadas palestras por convidados das áreas da História e Filosofia da Ciências e da Tecnologia, Engenharias e Ciências do Ambiente, Ecologia Acústica e Artes Sonoras.

Os restantes dias serão dedicados à prática de soundwalks e field recordings, não sendo necessária qualquer experiência prévia por parte dos participantes. Seguindo o método da CSF,  exploraremos o campus da FCT em busca de paisagens e fragmentos de som que serão posteriormente reorganizados numa peça sonora colectiva.

“Collected sound fragments for an imaginary landscape is a workshop for people interested in sound, with or without previous experience in the area of sound experimentation, electronic music and field recordings. It involves theoretical discussion, presentations and collective field and studio work. We propose to develop a sonic narrative by mapping the sounds of the location where it will be taking place.

The participants will be asked to wander through the surrounding area, listening and collecting sounds with different characteristics, gathering “memory fragments” from specific zones. After this first moment of recording we will listen to the sounds collectively and reorganize them in order to construct a sono-cartography that will function as a reference for the development of fictional/metaphorical narratives for specific areas. During this process we will foster group discussions regarding different techniques used to organize sound, suited to the particularities of the piece that will be developed. This narrative may take many forms, and its interpretation might be concrete or abstract and conceptual”. – CSF

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Inscrição

O workshop encontra-se aberto a todos os estudantes, docentes e investigadores da FCT-UNL e CIUHCT.

O colóquio é de participação livre e aberta. O workshop de Field Recordings e Criação de uma paisagem sonora imaginária é limitado a 25 vagas, que serão alocadas de acordo com a ordem de inscrição.

🎧Inscreva-se aqui 🎧

Programa

(Provisório)

 4 OUT— Colóquio: “Ouvir/Escutar/Afinar o Mundo” 

blue-location-icon-png-19 SALA MIT / Edifício VII

11h30-11h40 – Boas vindas — Maria Paula Diogo (CIUHCT / FCT-NOVA)

11h40-12h00 – Anthropocene Laboratory — Davide Scarso & Ivo Louro (CIUHCT / FCT-NOVA)

12h00-12h30 – “Ruído – a poluição esquecida” — Francisco Ferreira (CENSE / FCT-NOVA)

A comunicação tentará explicar porque o som por vezes é ruído, porque a poluição acústica é diferente da poluição sonora, e quais os impactes para a saúde que existem e ainda são pouco valorizados.

12h30-13h30 – Almoço

13h30-14h00 – “Echoes: Sound Reflection and the Maritime Environment” — Lino Camprubi (MPIWG) CANCELADO – Nova comunicação a anunciar em breve.

13h30-14h00 – Field Recordings e Arte — Nils Meisel & Pedro André (CSF Workshop)

14h00m-14h30 -“Para uma Análise Qualitativa da Paisagem Sonora”— Raquel Castro (FCSH-NOVA)

As políticas de ruído têm vindo a acompanhar a crescente preocupação com tudo o que se relaciona com a poluição sonora, demonstrando uma consciência cada vez maior sobre a importância de um espaço acústico saudável. No entanto, ainda assentam muito na necessidade de se eliminar o ruído, deixando de lado a forma como as pessoas respondem subjetivamente à sua paisagem sonora.

A terminologia dos estudos de paisagens sonoras permite categorizar os diferentes sons ouvidos na cidade e ter uma noção de como os habitantes locais ouvem o seu mundo, o que gostam ou não, e as trocas e concessões contextuais que fazem quando respondem ao seu ambiente acústico. Não providenciando uma solução definitiva para a omissão das subjetividades da perceção do ambiente sonoro nas políticas de ruído, é no entanto uma visão elementar da grandeza de tudo o que está excluído.

14h30-15h15 – Charcos com Vida:  Apresentação e visita guiada  — Mónica Almeida ( FCT-NOVA)

5 OUT — Sound Walks e Field Recordings no Campus da FCT

blue-location-icon-png-19Ponto de encontro: Edifício VII

11h00 – Chegada e criação dos grupos

11h30 – Passeios sonoros I Parte

13h30 – Almoço

15h00 – Passeios sonoros II Parte

18h00 – Fim

6 OUT — Sound Walks e Field Recordings no Campus da FCT + Imaginary Landscape

blue-location-icon-png-19Ponto de encontro: Edifício VII

10h00 – Passeios sonoros III Parte

13h00 – Almoço

14h30 – Criação da Imaginary Landscape

17h30 – Fim

7 OUT— Imaginary Landscape

blue-location-icon-png-19Ponto de encontro: Edifício VII

11h00 – Criação da Imaginary Landscape

13h00 – Almoço

14h30 – Imaginary Landscape (cont.)

16h30 – Inicio das Apresentações

18h30 – Fim

Materiais e Logística

Equipamentos Técnicos

Gravações de Campo

A organização colocará à disposição dos grupos de trabalho alguns gravadores portáteis adequados às gravações de campo (exemplos: Zoom H1, Zoom H4n, Tascam Dr-100 MkIII).

Contudo, para que os participantes tenham um contacto mais próximo com a prática de field recording recomenda-se que levem o seu próprio gravador portátil, caso possuam um.

 

Produção Audio

Após as gravações de campo, o workshop seguirá com um dia e meio de produção de peças sonoras que materialize a experiência acústica partilhada dos grupos durante os passeios e/ou que  produza uma paisagem sonora imaginária. Para este efeito não são necessários conhecimentos prévios em música ou produção de som. Contudo, caso possua um conhecimento básico em alguns programas como Audacity, Reaper, Protools, Logic ou Ableton, isso facultará uma organização dos grupos e da peça mais expedita.

A organização disponibilizará salas e alguns computadores, mas será mais prático se os participantes levarem os seus próprios portáteis com os programas já instalados. Se não possuir nenhum dos programas acima descritos, deve de instalar um dos seguintes softwares gratuitos e consultar os tutoriais básicos:

↓ Audacity | Reaper ↓

Iniciação Audacity | Reaper

Edição básica Audacity | Reaper

Equalização Audacity | Reaper

Como serão feitas as peças?

Após a recolha sonora, os grupos deslocar-se-ão para salas onde irão trabalhar com ajuda dos formadores na criação das peças sonoras. Para tal não é necessário possuir nenhum conhecimento de música nem produção de som. A partir dos fragmentos sonoros  recolhidos, os participantes irão proceder à composição da peça utilizando técnicas básicas como sobreposições, copy-paste e equalização (EQ), podendo, se assim desejarem, explorar algumas técnicas mais avançadas como compressão, delay, reverb, etc.

Recomenda-se aos participantes que explorem alguns tutoriais sobre estas técnicas:

Materiais de Estudo

Ver secção sobre O que são Field Recordings e Soundwalks

Recomendações adicionais

Trazer roupa e calçado confortável para passear no campus da FCT e no circuito de Manutenção

Convidados

Pedro André (CSF)

Artista sonoro e visual.
Trabalha entre Porto e Berlim. É Co-fundador das oficinas de som – CSF. Co-fundador e membro dos coletivos Piso e Marvelous Tone. Trabalhou como estagiário no espaço dedicado à música experimental e artes sonoras Ausland em 2010, e foi co-fundador e membro activo até 2014 do espaço cultural Altes Finanzamt em Berlim. Na área da música e artes sonoras, colaborou entre outros com Jonathan Saldanha, Ignaz Schick, Gil Delindro, Nils Meisel ou Pedro Augusto. Nas artes visuais e perfomativas com Catarina Miranda, Francisco Queimadela & Mariana Caló, Lorenzo Sandoval, Pedro Neves & Mariana Silva, Sara Pereira, ou a artista Regina de Miguel.

Nils Meisel (CSF)

Mestrado em sound design pela universidade de Edimburgo, licenciado em som e imagem pela universidade católica do Porto. Nils tem trabalhado na área da instalação sonora, teatro, performance e cinema em Portugal e na Alemanha. Nos últimos anos tem desenvolvido vários projetos musicais tanto a solo como em parceria na área da música drone (Preto Marfim), eletrónica improvisada (Nils Meisel) e field recordings (Collected Sound Fragments).

Raquel Castro

Investigadora, realizadora e programadora cultural.

Em 2003, produziu e co-realizou uma série de documentários sobre a memória oral de comunidades portuguesas. No âmbito desse projecto, viveu em várias regiões do país, recolhendo vozes, imagens, sons e desenhos de crianças. Começou a interessar-se pela identidade sonora dos locais por onde passava, o que a levou a escrever uma tese de mestrado sobre Ecologia Acústica para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Realizou, a propósito dessa investigação, o documentário Soundwalkers, estreado em 2009 no festival Subtropics, em Miami e apresentado em diversos festivais e conferências sobre Som em vários locais do mundo. De entre os seus documentários, destaca ainda O Bairro e Leve Leve Non Caba Ué, vencedor do festival Ovarvídeo (2007). Doutorou-se em Comunicação e Artes pela Universidade Nova de Lisboa com a tese “Contributos para uma Análise da Paisagem Sonora: Som, Espaço e Identidade Acústica”. É directora e curadora do simpósio internacional Invisible Places e do festival de arte sonora Lisboa Soa.

Mónica Almeida (FCT-UNL)

Licenciada em biologia e Mestre em biologia da conservação pela Universidade de Lisboa. Participou em diversos projectos de investigação e conservação com o lobo-ibérico no Norte de Portugal. Mais tarde integrou um projecto da Faculdade de Ciências e Tecnologia sobre espécies invasoras. Actualmente colabora no projecto da biodiversidade do Campus (FCTVIVA), sendo uma das responsáveis pela implementação e monitorização do charco desta instituição.

Francisco Ferreira (CENSE / FCT-UNL)

Francisco Ferreira é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia onde dá diversas cadeiras na área do Ambiente, sendo o regente da disciplina de Poluição Acústica. É investigador no CENSE na área de Sustainability Engineering. É, ainda, membro fundador e Presidente da ONGA Zero e um dos principais especialistas nacionais em alterações climáticas e poluição do ar.

Organização, Local e Contactos

Organização

Ivo Louro (CIUHCT / FCT-UNL)

Maria Paula Diogo (CIUHCT / FCT-UNL)

Conceptualização

Ivo Louro (CIUHCT / FCT-UNL)

Hugo Almeida (CIUHCT / FCT-UNL)

Davide Scarso (CIUHCT / FCT-UNL)

Nils Meisel (CSF)

Pedro Serrano (CSF)

Local

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA

☞ Como chegar à FCT

 

Contactos

ivomlouro@fct.unl.pt

ciuhct.secretariado@fct.unl.pt

Organização                                            Apoios Institucionais

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